Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

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O primeiro torneio a gente nunca esquece!

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Bem vindo ao Tête-à-tête com Silvio Teixeira: um espaço de opinião muito especial que nos orgulhamos de poder incluir no nosso website.

Acompanhe os comentários sábios, inteligentes, perspicazes e bem humorados do autor. Conheça-o melhor no final do artigo.

Neste episódio, “O primeiro torneio a gente nunca esquece!”, o autor leva-nos numa viagem pela sua primeira experiência pessoal num torneio.

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Silvio Teixeira
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O primeiro torneio a gente nunca esquece!

 

Hoje é dia de dar uma relaxada. Este jogo é muito stress então vamos dar uma paradinha para mais uma história do tio Silvio nos tempos do Epa! Como os leitores mais assíduos já sabem eu tive uma sala de jogos e locadora por muitos anos, e isto lá pela década da tv de tubo, o que me rendeu muitas histórias curiosas como a que escrevi aqui anteriormente e se você não leu pode dar uma olhadinha em O Dia que o Allejo Chorou.

O fato é que sempre gostei muito de jogos eletrônicos, desde antes do atari, lá no telejogo (aquele dos dois palitinhos). Então quando apareceu a oportunidade de ter minha própria sala de jogos isto parecia uma ótima ideia, afinal poderia (e deveria) passar o dia jogando e ainda ganharia como um trabalho. No fim os impostos me mostraram que a vida não seria assim um mar de rosas, mas isto já é outra história.

Era uma época bem diferente, as revistas eram poucas e bastante amadoras, bem voltadas para um publico de menos de 15 anos. As importadas eram caríssimas, e tê-las na locadora era simbolo de status diante dos concorrentes. Nem todo mundo ia lá para jogar, tinha alguns que chegavam cedo, na hora que a locadora abria, entravam e ficavam olhando as caixinhas de cada jogo, vendo as revistas, os quadros enormes, então chegavam outros e eles conversavam sobre os jogos, mostrando seus preferidos, quais jogaram ontem e verificando quantas moedas tinham em conjunto para saber se rolava pegar uma hora. Eu sempre ligava os aparelhos deixando alguns jogos na tela de demonstração e isto já era tudo para alguns deles, era uma atmosférica mágica.

Para oferecer um diferencial aos clientes a locadora precisava ter alguém que entendesse a fundo de cada jogo e pudesse dar as dicas quando o jogador ficava trancado. Afinal como se pagava por hora, ninguém queria ficar 30 minutos travado em um mesmo ponto. Por conta disto eu jogava tudo que eu gostava e muita coisa que eu não gostava. Para piorar a situação os saves eram coisa rara, muitas vezes quando morria tinha de começar do zero. Nada dessas molezinhas de vai andando e vai salvando, ou de voltar dez segundos atrás e refazer a curva que errou. Desta forma eu não era tão bom assim em um único jogo, sempre tinha gente que jogava melhor que eu porque jogavam sempre o mesmo jogo, mas eu me saia bem no geral.

As locadoras eram responsáveis pelos torneios que eram realizados no próprio local, e em algumas o torneio era entre elas. Agora torneio “mesmo”, de verdade, era coisa rara. Então quando anunciaram um na cidade de Porto Alegre eu naturalmente me interessei. Diferente dos torneios atuais, na época o mais comum era que você tivesse de jogar vários jogos diferentes em sistemas eliminatórios. Então poderia jogar um jogo de corrida, se passasse pegava um de luta, depois futebol, era uma coisa bem estranha mesmo. No entanto se eu não era “fera” em um jogo único, talvez tivesse chance em um torneio assim, e se por acaso eu ganhasse, isto ficaria muito bem para a locadora, já via a faixa pregada na frente da Spider Games “Silvio Teixeira – Campeão de Videogames Porto Alegre 1994”. Não tinha nada a perder, eu achava.

 

Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

Primeiros torneios de videogame ainda na época do Atari

 

Chegado o dia eu decidi ir sozinho. Apesar de estar confiante preferi não fazer propaganda, pois se me saísse muito mal, ninguém precisaria saber. O problema é que eu sou um cara esquecido, vivo perdendo coisas, esquecendo tudo. Não me esqueço da cabeça porque está grudada. Só me dei conta que estava sem meus óculos quando entrei no ônibus ainda meio dormindo. Tenho uma miopia de 2,5 graus, nada que me impeça de andar por ai no dia a dia, mas já cumprimentei gente que não conhecia por conta disso. Ao chegar lá, a primeira impressão foi de que todas as escolas da cidade soltaram os alunos ao mesmo tempo no mesmo lugar. Tudo bem que não era nada se comparada as feiras de games atuais mas para o ano de 94 onde ninguém esperava muita gente, já que os consoles ainda estavam engatinhando e os jogos era totalmente taxados como coisa de criança, então ver aquela gente toda foi realmente surpreendente.

Dei uma volta pelo ambiente para reconhecer o local e tentar descobrir alguma pista de quais jogos seriam usados, no entanto a área do torneio estava fechada, e nas demais “televisões” os jogos eram bem aleatórios. Não havia muito a fazer, nada de promoters, de patrocinadores evidentes, nada de estandes de nada, apenas a galera conversando, trocando cartas de Magic e Spellfire e alguns poucos equipamentos ligados e disputados a unha pelos presentes. Tentei ver se encontrava algum conhecido e ficava “espremendo” os olhos para identificar os que estavam mais ao longe, tive a impressão de conhecer alguns diversas vezes mas sempre que eu chegava perto descobria que não era a pessoa que eu achava.

De toda maneira não houve tempo para muito passeio, o torneio começava cedo e lá estava eu assinando o livro dos participantes. Na primeira rodada jogaríamos alguma coisa do Mega Drive, ninguém sabia de antemão o que seria. Quando os televisores ligaram simultaneamente (acho que estavam todos em um único disjuntor) um jogo qualquer aparece para minha total surpresa: que jogo é esse??? Era um que eu não tinha na locadora e que eu sequer conhecia na época. Arrow Flash. E para ajudar o jogo era apenas para um jogador, dessa forma os piores em termos de pontuação seriam eliminados. Pensei em espiar alguém jogando para ter uma ideia mas para minha alegria eu estava na primeira rodada, junto com mais umas 13 pessoas. O jogo era bem simples, estilo atire em tudo que se mexer, se desvie de tudo que quiser tocar em você e pegue os power up que aparecerem para ficar mais forte. Comecei até que bem mas com muitos power ups e muitos inimigos na tela, em poucos minutos não dava para distinguir direito o que era uma coisa e o que era outra. A distancia que ficávamos até a televisão era pequena, mesmo porque os controles eram com fio, mas para um míope isto já é o suficiente para atrapalhar. Na tentativa de controlar meu minúsculo bonequinho levava o controle para frente, para cima da minha cabeça, para o lado, arrastava os pés para um lado e para o outro. Não podia cair na primeira rodada. Levou um bom tempo para perder minha primeira vida, mas depois perdi a segunda em poucos segundos, e a terceira só não acabou com o jogo porque tinha um power up de vida extra. Minha morte foi causada pelo meu olho grande, fui pegar um bônus que nem sabia do que era e acabei abraçando uma nave inimiga. Rapidamente olhei para o lado e vi que tinha muita gente ainda jogando, o que não era nada bom. Tive uma vontade bem grande de levantar e me fazer de louco passando pela frente dos demais jogadores, a fim de que eles perdessem a concentração e/ou visão, mas sabia que isto me desclassificaria também.

 

Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

 

Terminada a rodada, longos minutos para sair o resultado, para uma nova surpresa eu tinha me classificado. Se não em último em um dos últimos, mas neste momento só o que importava era ir adiante pois a outra rodada seria de outro jogo e eu poderia ter um melhor desempenho. Mas deve ter sido em último.

Houve uma segunda rodada onde eu não participei e que era um jogo diferente, isto foi justo pois quem estava olhando antes não seria favorecido. Era um outro jogo desconhecido também, com legendas tudo em japonês mas seguia o estilo de “navinha”.

O meu segundo round ia começar e seria no Super Nes. Fiquei torcendo que fosse um dificil dos que eu me saia bem como Battletoads, Indiana Jones ou um de Star Wars. Naturalmente as coisas nunca são o que a gente imagina e quando apareceu a cara do Nigel Mansell na tela eu sabia que ia ser tenso. Eu gostava bastante deste jogo apesar de que me dava melhor no Monaco GP, mas já tinha participado de uns pegas com a locadora do meu concorrente neste jogo e me garantia. Além disso este era um jogo onde a miopia não atrapalharia muito, eu conhecia as pistas de cor e não tinha outros corredores para atrapalhar, já que era no estilo de tempo de melhor volta. Para me ajudar mais ainda, o circuito escolhido era o da Africa do Sul, Kyalami. Só valia o tempo da primeira volta, quando o carro ainda sai frio e nisto também tive vantagem pois eu tinha a manha de deixar a aceleração em um ponto certo onde os pneus não cantavam mas tinha o atrito certo. Não houve qualquer surpresa desta vez, apesar de não ser divulgado a classificação tenho certeza que fiz um dos melhores tempos, já que no grupo que eu estava eu terminei a corrida bem antes dos meus adversários (cada um correndo a sua própria corrida claro).

 

Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

 

E lá fui eu para a terceira fase com o peito mais inchado que pombo em praça repleta de velhinhos. Estava torcendo que a próxima rodada não fosse Mortal, Street ou Killer Instinct pois estes eram jogos para os “viciadinhos”. Eu até sabia como dar todos os golpes e especiais, mas não era rápido como os feras dos jogos de luta. Diferente do Arrow onde eu não jogava bem mas ninguém jogava bem também, estes jogos de luta todo mundo é fera. Desta vez haveria outra diferença pois informaram que o próximo jogo seria em modo versus, ou seja, um contra o outro e poderia bem ser um Street Fighter da vida. A sorte no entanto estava do meu lado mais uma vez e para minha alegria o jogo era International Super Star Soccer (De Luxe). Um dos que eu mais gostava e que jogava bem, ainda que não fosse o melhor de todos, mas só precisava ganhar do meu adversário para ir adiante.

 

Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

 

Meu oponente era um baixinho, quase metade do meu tamanho e um terço da minha idade, se eu perdesse ficaria com vergonha de ter sido socado por alguém que fugiu do jardim da infância para participar do torneio. Ainda restavam no torneio 8 pessoas, 4 duplas jogando. O jogo começa e eu não consigo evitar de puxar a cadeira mais para perto da televisão. No primeiro lance que vou para o ataque estou com meio corpo inclinado para frente, enquanto Denilson (vi no cracha dele) estava impassível na cadeira com os pés sem tocar o chão. Em determinado momento meu controle está quase em cima do meu adversário, sempre tive dificuldade para manter as mãos paradas quando jogo.
Para nossa alegria, alguns poucos minutos após ter iniciado faltou luz geral, e se no meu jogo ainda estava 0x0 em alguns já havia acontecido gols e isto era algo que não estava previsto, afinal o amadorismo ainda reinava.

Foi ai que a porca torceu o rabo pois um gordinho invocado alegava que quando faltou luz ele tinha chutado para o gol já sem goleiro e queria que valesse seu gol. Seu adversário já começava a berrar e parecia que o acerto seria na base do tapa. Na televisão da ponta um outro jogador do tipo mal encarado, no estilo daqueles que se a gente vê na rua já coloca a mão na carteira, xingava a plenos pulmões o único responsável por controlar os jogos do momento, não sei exatamente o que ele queria, mas ele queria muito. Se não bastasse ele tinha uma tropa de “manos” de braços cruzados, com cara de quadrilha e achei que aquilo não ia terminar bem. Apenas com a luz da rua entrando fracamente pelas altas janelas, e com a discussão cada vez mais acalorada, os organizadores devem ter receado algum vandalismo ou furto já que parte dos jogos ficavam acessíveis. Foi quando vi de canto de olho uma movimentação na rua, que mesmo espremendo os olhos não consegui identificar. Me fiz de louco e perguntei se poderia ir ao banheiro já que não tinha luz. Atucanados com as discussões que ficavam mais acaloradas nem deram bola para mim quando levantei e fui espiar o que rolava. Da janela, consegui ver que 2 PMs (policia militar) desciam de um camburão onde havia mais dois no banco de trás. Não que eu tenha rabo preso, mas achei que era uma boa hora para sair de fininho, voltei rapidão para pegar minhas coisas que estavam na cadeira que jogava e ainda dei o toque para o Denilson
– Neguinho, vamo vaza que o bagulho vai ficar islâmico por aqui!

Em coisa de quinze segundos estávamos saindo, no mesmo momento em que os brigadianos entraram, cheguei a pensar que eles poderiam nos parar, mas estavam de olho fixo no organizador do torneio que os havia chamado. Mais alguns momentos e vimos que o cacetete começou a cantar. Era 94, esse negócio de não pode bater em menor é coisa mais recente. A gritaria lá de dentro foi o estímulo que precisávamos para botar perna no mundo. Só paramos quando dobramos a terceira esquina e não ouvíamos mais nada do furdunço (quero ver nosso tradutor passar isto para o inglês). Conversando com Denilson contei para ele que eu tinha uma locadora e o convidei para ir lá quando pudesse, afinal tínhamos que descobrir quem iria passar adiante, para as semifinais fosse lá o jogo que fosse.

 

Tête a Tête com Silvio Teixeira: O primeiro torneio a gente nunca esquece!

Tio Silvio nos tempos dos óculos estilera e da locadora Spider Games

 

Uma coca-cola dividida foi a despedida do meu novo amigo-adversário. No dia seguinte algumas pequenas manchetes davam conta da desordem que algumas “crianças” causaram levando a polícia a encaminhar “gentilmente” alguns menores infratores até a delegacia para a vergonha das mães que certamente proibiriam que eles voltasse a jogar por algum tempo. O torneio não terminou mas ficou a história para a memória, e no sábado posterior estava eu contando pela centésima vez o que tinha rolado quando ele chegou! Denilson aceitou o convite e aparecera para nossa partida afinal.
Era a hora da verdade!

 

Por hora chega… Vazaaaaaaaaaaaaaaaando!

 
 
 
 
 
 

102 COMENTÁRIOS

  1. Uma única palavra descreve o que senti ao ler sua crônica Sílvio: nostalgia. Você conseguiu me levar longe no tempo. Muito obrigado por reavivar lembranças divertidas do tempo de infância à muito esquecidas. Tenho 27 anos e já joguei muito nintendo nas locadoras. Lembrei-me de uma coisa muito engraçada e bizarra que rolava na locadora que eu mais frequentava: o dono sempre acendia um fósforo e ia passando pelas costas dos meninos que estavam alí jogando, sempre que ele sentia um “mal cheiroso” no ar . hahahahahaha. Ele ia passando e zuando a gente. Isso rendia boas risadas. Hahahahaha.
    Espero que continue escrevendo mais textos que nos tire a tensão que o Fifa nos causa. Valeu!

    • huahauhauhauhaua. Essa ai foi muito boa hein! Pior que as vezes o ar ficava pesado mesmo. A gente colocou um ar condicionado, o que era muito luxo na epoca, mas era daqueles barulhentos e não dava conta porque era muita gente lá dentro, e quando isso acontecia, taca abrir portas e janelas. De vez em quando a gente traz uma ou outra para descontrair. Grande abraço!

    • O Ibra sem duvida, mas não o IF e sim o normal que despencou de preço com a chegada do novo IF, acredito que ele deve retomar um pouco de preço interessante, mas claro que ainda assim é um investimento alto. Vale o mesmo pensamento para o Neymar mas nada de pagar 400K neles, tem de pegar um por 350 no maximo. Estes caras são caros, mas uma pequena variação do emrcado (o que é bem comum) e você ganha 100K facil. Pjanic está caro, seria A não é a serie que o pessoal quer jogadores caros, e no meio de campo sempre tem muita competição, eu não compraria ele salvo caia bem mais o preço. Marcelo nem pensar, muito caro e tem o Jordi “speed” Alves na mesma posição. Sterling é um otimo LM mas não é grande coisa como CAM, então para usar como cam não poderá usar como LM/LW. Isto faz com que as vendas dele sejam bem menores, não compre. Alex Teixeira se tornou uma excelente alternativa para o meio de campo de brasileiros, mas está um pouco caro no momento, e ele é de uma liga pouco usado, bem arriscado. Chedjou pode parecer uma aposta ruim mas apesar de ter liga e nacionalidade fraca ele é um otimo zagueiro por uma pechincha, achei ele por 15K no xbox. Compra certa desde que não queira um retorno imediato.
      Então os caros podem te dar maior retorno mas tem risco, os baratos não tem risco mas te dão um retorno lento.

      • Pensei parecido com VC Sílvio e comprei o Chedjou e consegui pegar por menos de 15k o Ibra e o Neymar vou dá uma olhada mas acho meio arriscado o investimento alto, no momento estou com 1 kk de saldo e pronto para investir. E obrigado pela resposta tão detalhada.

  2. Opa Silvio! Aproveitando essa sua fantástica história e a onda dos comentários na base do “Recordar é Viver”, estava navegando pela internet e achei uma matéria interessante sobre coleção de games e fiz questão de compartilhar com os amigos.. se me permite, segue os Links!!

    http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2015/10/21/com-raridades-museu-do-videogame-roda-o-pais-e-atrai-3-milhoes-de-pessoas.htm#fotoNav=7

    http://www.museudovideogame.org/

    Abraço!

    • Eu disse que não tinha ido embora, apenas tinha acabado as possibilidades de texto adequados para aquele momento. O Rodrigo me da a liberdade de escrever quando julgo que teremos um texto interessante, e não apenas para encher espaço. Então eventualmente não sai alguma coisa e a gente pula um periodo, mas estamos sempre juntos!
      Abração meu amigo!

      • Silvio, Vendo aquele poster do Donkey Kong me lembrei das locadores e suas paredes decoradas com esses posteres dos jogos da moda…kkkkk..era uma coisa que só tinha naquele lugar, era exclusivo, assim como revista de games, pois eram caras e a maioria dos nossos pais não compravam de jeito nenhum na banca de jornal.. o máximo que nos davam da banca era as figurinhas da copa de 94 e do albúm dos cavaleiros do zodiaco…kkk… cansei de pegar a revista da locadora e copiar os passwords, muitas vezes escondido do dono da loja, pois se ele percebesse que a gente copiava ele não emprestava mais pra gente ler… fora aqueles donos de locadora super gente boas igual vc deve ter sido, que a molecada que mais frequentava a locadora pegava amizade e ganhavamos algumas horas de graça pra jogar…hehehehe..(as vezes não tinhamos dinheiro..tinha que ser na base da amizade!!kkk). O poder de persuasão de uma criança em um adulto era muito bom já naquela época…kkk

  3. Que deleite poder ler uma crônica tão nostálgica, me fez recordar as infinitas horas passadas na Kiai Games, uma locadora que ficava em uma garagem no bairro onde eu resido, vários embates e muitas moedas ficaram lá naquela garagem, lembro-me das sopradas nas fitas, das mil viradas no ps1 para fazer o cd rodar, dos campeonatos e do seo Paulo um japonês muito gente boa, que sempre dava uma horinha grátis para os clientes mais fiéis. Parabéns Silvio, por favor continue nos presenteando com essas crônicas e se o livro sair o comprarei na pré-venda. Abraço!.

  4. Sílvio, acho muito legal tuas histórias do passado. Me inspirei contando essa aqui! Rapaz, é incrível como vc consegue extrair o sentimento das situações… Li aquela sobre o dia em que o Allejo chorou – foi demaaaais!

  5. “O Desfazer-se De Um Joystick”

    Era domingo a tarde! Coooisa boa! Eu e mais 2 amigos nos reunimos para jogar International Super Star Soccer Deluxe! Hoje era o dia! Eu iria mostrar minha “arma secreta”.

    Há muito tempo um amigo meu, dono da casa, vinha treinando com afinco para nos ganhar com toque de bola, cruzamentos, lançamentos, etc. Ela não perdia a bola! Era incrível, e ao mesmo tempo irritante! Ele sempre escolhia a Rússia, um time incomum, mas que tinha um ótimo nível de passe e força nas divididas para roubar a bola de volta pra ele.

    Meu amigo jogou primeiro com ele… Perdeu de uns 8 x 0. Foi humilhante! Eu sentado, esperando ver o que ele poderia apresentar ao dono da casa, mas nada. Gol em cima de gol. E eram gols bonitos. Pensei: “tenho que tomar uma ação!”

    Escolhi a Colômbia. O jogador que imitava o Valderrama era fantástico nos passes. Era comum eu conseguir fazer gol olímpico com ele. Mas nada nesse jogo! Só dava Rússia! Meu amigo foi passando, passando e chutou! Goooool da Rússia! Pensei: “é agora!” A “arma secreta” entrou em ação!

    Aprendi nas “locadoras da vida” a seguinte habilidade. Chutes de fora da área em diagonal, desviando um pouco a bola no contrapé do goleiro geravam quase sempre gols, senão pelo menos um ótimo rebote para marcar. Foi o que fiz! Nada funcionava: gol olímpico, gol de falta, gol de cabeça. Então?

    Corri para a intermediária, me aproveitando da falta de habilidade do meu amigo russo em marcar (ele não trabalhava na KGB, rsrsrs). Dei o primeiro chute, goooool da Colômbia! O jogo estava totalmente equilibrado até esse instante! De repente, consegui fazer um gol na Rússia! Um feito que até então fazia dias que ninguém conseguia! Resultado? Muuuuita raiva! Raiva de quem não aprendeu a perder com dignidade!

    Não foi só 1 mísero gol! Foram 10! Ganhei de 10 x 1 da Rússia! No décimo gol, a raiva incontida do meu amigo gerou a reação de ele lançar seu joystick na parede e desfazer o mesmo em pedaços! Nós rimos muito!!! Foi a desforra! Conseguimos criar algo num jogo que apenas jogávamos quando estávamos lá – algo inaceitável para ele, dono do console! Porém, a reação dele nos chateou: mandou-nos embora dali, e nunca mais aceitou uma partida contra nós… Pena…

    Alguns chamariam o que fiz de “manha”. Mas manha não poderia ser impedida. Essa podia, pois meu outro amigo quase nunca sofreu esse tipo de gol jogando comigo. Então, decidi continuar jogando até hoje! Konami? EA? Não importa… O que me lembro foi: o desfazer-se de um controle me ensinou a curtir o jogo, em vez de me deixar irritar por peças metaloplásticas programadas para me entreter!

    Abraço galera!

  6. Muito legal o Poster do Donkey Kong um clássico do NES

    Silvio você é daqueles que mantem os consoles antigos como coleção?

  7. Excelente texto!!! Me fez lembrar la para os anos 90 em que eu e meus irmãos(os unicos que tinha um video game na rua) fazíamos o torneio de futebol da rua, ia a molecada toda(uns 15 moleques) la pra casa e o jogo era FIFA 94 para Super Nintendo. a “inscrição” era 50 centavos e o ganhador levava tudo. Não é por nada nao mas o torneio era mais disputado que champions league e tinha mais catimba que libertadores. até porque na época o premio era um valor considerável. Sem contar que sempre que tinha oportunidade frequentava as locadoras do bairro em busca dos joguinhos novos e pra passar o tempo com os amigos discutindo horas sobre os jogos. Se essa sua locadora fosse em BH com certeza teria uma grande possibilidade de eu ter te dado um belo lucro no passado. kkkkkkkkkkkk

  8. Ótimo artigo Sílvio, parabéns!

    Aos proprietários de Xbox eu pergunto:

    1) quando jogavam Fifa15 tinha muitos Lags?
    2) No Fifa 16 tem muitos lags ou o jogo flui bem?
    3) Precisa ter uma excelente internet para jogar on line, como no Ps4?

    Tenho o Ps4 e o servidor lixão da Sony do Brasil, estou pensando seriamente em migrar para o Xbox e conseguir jogar Fifa16 on line.

    • Alexandre jogo no Xbox 360 e digo o seguinte:

      Todos os itens q resgate no catálogo recebi sem problemas;

      Não tenho problema em jogar on line, tanto no 15 como no 16, alguma vez ou outra pode até ter um leg, mas nada de mais;

      Por enquanto não achei problema algum, só um imbecil que joguei contra e ele chamou palavrão o jogo todo e ainda cantou um funk, acabei no empate com ele, mas senti que era daquelas partidas q VC não ganha nem a pau.

      • +1
        To dizendo já ha alguns anos. Quem quer jogar FIFA e eh louco por FIFA (maluco da cabeça, assim como eu) tem que ir pro ONE. FIFA nunca foi um jogo 100% pra PS.. No meu One, não tenho nenhum tipo de problema.

      • Obrigado Márcio, acho que vou trocar o Ps4 por um Xbox One, mas a Psn não quer devolver o meu dinheiro desse jogo com defeito, fifa16, que não dá para jogar on line.

  9. Sílvião! Rapaz! Lembrei de que consegui quebrar uma migo meu há anos atrás! Vou relatar ela aqui uma hora dessas… kkkk

    Ótimo artigo! Abraços e palmas para o colorado diante do Fla nesse domingão!

  10. Excelente artigo Sílvio. É sempre bom dar uma saída do mundo FIFA para dar uma relaxada. Mas, voltando ao FIFA hahaha, queria saber se vale a pena fazer trade com jogadores de preço alto ( acima de 200 k)? Tenho conseguido , ao investir em jogadores baratos, uma média de 80 k/dia. Tenho em mãos 2kk em coins.

    Abraço mestre

  11. Putz, pura verdade. A emoção de “salvar” um jogo antigão, tipo um Alex Kid da vida era completamente incomparável. Infinitamente superior a zerar um COD hoje em dia.
    Porém, nenhum jogo me trouxe mais emoção do que o FIFA South Africa 2010. Conforme eu ia avançando nas fases, o coração ia batendo mais forte. E quando chegava na final, trancava a porta do quarto e colocava um fone pra me isolar do barulho do resto do mundo. A primeira copa que ganhei, nem acreditei. Parecia algo muito surreal. Naquela época, dificilmente a gente trombava um brazuca. Era mais contra Reino Unido, Estados Unidos e Canada. E essa idéia de saber que rapelou os gringos, era espetacular. Nunca mais a EA vai lançar um jogo igual aquele. Diz-se por aí que fazemos bem feito o que gostamos. E na plataforma de Xbox, eu terminei em 5º lugar. Os caras que ficaram na minha frente, tinha 3 vezes mais copas disputadas do que eu, e por consequência, mais títulos. Porem, quando fazíamos o calculo por aproveitamento, eu tava disparado em primeiro lugar, com aproveitamento de 80 e tantos porcento. Sensacional..
    E hoje sou obrigado a ver um sistema maligno dominando meus jogos e manipulando meus jogadores. Acho que vou seguir o caminho oposto do Mario Inglese, que sofreu um infarto e começou a jogar FIFA. No meu caso, jogo FIFA e quando sofrer um infarto por causa do jogo, vou parar.

  12. Que bacana, Silvio! É interessante acompanhar suas experiências no mundo dos games. A mudança dos consoles, games, gráficos e diversos componentes para você deve ser algo mágico. Jogo videogame desde o Super Nintendo e quando você falou sobre o ISSS eu me senti em casa e recordei da origem do meu vício sobre futebol. Parece-me que quanto mais próximo da realidade mais raiva passamos com o FIFA. Em tempos mais antigos a qualidade era menor, mas a diversão era garantida. Até a próxima leitura, abraço!

  13. Parabéns Silvio! Como varios colegas dos comentários acima, tb faço parte dessa geração que passou por toda a evolução desde os tempos de atari e telejogo…
    Só tenho a agradecer mais um texto sensacional!

    • Obrigado Fabio. Para quem sujou a mão limpando cartucho que “não pegava” é sempre bom ler um pouco de histórias de quem também passou por isto. Os graficos eram bem simples mas a diversão era maior, afinal não me lembro de tanta gente passar raiva jogando Super Nes e Mega drive como temos agora com o Fifa, era um ou outro quebra pau por conta de detalhes mas não por conta de um jogo safado querendo que todo mundo apenas gaste com ele em vez de proporcionar apenas diversao. Como na epoca o gasto era apenas em comprar o jogo mesmo, não precisava ter todo essa tramoia que existe hoje. Abraço

      • Isso era padrão limpar cartuchos e dar um ajeitada para funcionar, puxar uma lado mais pra cima. E como eram caros os cartuchos jogávamos o mesmo até ficar ninja no jogo. Eu mesmo por muito tempo só tive o Super Mario World no SNES. No Atari tinha uns cartuchos de 4 jogos. Lembro que o meu era River Raid, Enduro, Megamania e Pitfall. Muita diversão até quebrar o controle. KKKK

        • No atari eu tinha cartucho de 32 jogos, só que tinha de ficar ligando e desligando para passar para o proximo, se você errasse na hora que tava passando, tinha que ir tudo de novo 🙂

    • Que Ronaldo, Cristiano Ronaldo? Sempre é hora boa de comprar CR7, desde que você tenha grana para investir, naturalmente que ele sobe de preço, pode até cair um pouco durante a venda de pacotes promocionais mas sempre sobe novamente.

        • Bem, no play4 e One eu acredito que sim, no ps3 eu não sei ainda como vai se comportar pois é o primeiro ano que temos mercados separados mas tudo indica que sim. O bom é que não precisa ter pressa para vender pois pode ir usando ele muito bem até ele alcançar este preço. Claro podemos ser surpreendidos por conta do mercado do ps3 ser menor, mas ainda assim eu acredito que chega.

  14. Minha historia com “jogos eletronicos” eh parecida com a do Mario, talvez por isso, vira e mexe, nos referimos a eles como caca-niqueis! Eh preh Telejogo e Atari, que, quando surgiram, nao eram muito acessiveis – brinquedos de playboy…
    Comeca na rua, nos chamados fliperamas, lugares estigmatizados por atraihrem moleques que nao estavam na escola e por “induzirem ao vicio” (rsrsrs). A maioria das maquinas era de “flipers” (pinball) e moleque que jogasse bem, jah conseguia ganhar uma grana conquistando partidas bonus – que eram vendidas por menos, ou trocadas por fichas. Tambem rolavam algumas apostas…
    Frequentemente, as maquinas engoliam as fichas e era raro alguem ser ressarcido. Os tilts eram outra praga, qualquer esbarraozinho, a maquina travava e lah se ia a partida…Existia ateh uma lei, que nao permitia fliperamas a menos de uns 150 metros da escola. Quando as maquinas foram transferidas para as areas de lazer dos Shoppings eh que comecaram a ser vistas como diversao mais familia…
    Os jogos de video geralmente eram de nave e tiro. Lembro a primeira vez que viajei de aviao aa noite e como a minha referencia vinha toda de um game em que o jogador fazia um bombardeio noturno, sobre as luzinhas da cidade. Magico!

  15. É incrível este site nos dar oportunidade de compartilhar as dicas e contos do Silvio de forma livre e gratuita! contiunem assim e, como a mais de 2 anos faço, estarei aqui todos os dias!

    • Quando assisto jogos do Timao, em streamin gratuito, na rede, os caras ficam o tempo todo pedindo para clicar nos banners e coisas do tipo. Acho que o Rodrigo (ou um dos parceiros, jah que ele nunca fez isso) podia um dia explicar formas simples de contribuicao, mesmo quando nao ocorra uma compra real atraves dos links disponiveis…

      • Já pensamos em algumas maneiras de levantar fundos para implantar melhorias mas temos bem a noção de que as pessoas não gostam nada de pagar por qualquer coisa na internet, sempre se acredita que podemos ter estes serviços de maneira gratuita, então se alguém cobra, dificilmente consegue retorno. Além do mais sempre foi nossa politica não cobrar nada dentro da medida do possivel. Talvez um dia a gente pense em alguma coisa que possa ser interessante e financeiramente viável, quem sabe, mas por hora não pensamos em ter nada neste sentido.
        🙂

        • Sobre isso, fica aqui uma sugestão: https://www.apoia.se/

          Através desse site, quem quisesse poderia pagar mensalmente uma quantia ao site a partir de 1 real. O que pode ser pouco individualmente, mas entre vários pode dar um apoio para melhorias no site.

          Ou ainda criar alguma espécie de vaquinha para alguma coisa em específica para o site. Se fosse algo de gasto único, e não mensal.

        • Como disse o Silvio, fazemos isto essencialmente para ajudar a comunidade.
          O site em Português apenas dá prejuízo. O que angariamos não dá para pagar as despesas que temos. Podem não ter reparado mas desde há algum tempo que temos tentado sobreviver sem publicidade a nenhum vendedor de moedas. Tivemos uma proposta ‘milionária’ para colocarmos um banner de um AB que também recusamos por sabermos que a maioria não concorda. Vamos sobrevivendo até quando der. Quando não der, teremos de aceitar publicidade desse género.
          A nossa filosofia é de que a internet deve ser gratuita. As pessoas não devem pagar para ter acesso a informação. Isso não quer dizer que não nos ajudem. Mas o ajudar não implica um pagamento. Divulgar-nos ou apenas visitar os banners que sejam do vosso interesse é a maior ajuda que nos podem dar. E é bem simples. Infelizmente, e ao contrário do que acontece no site em Inglês, são poucos os que o fazem.
          Seria fantástico um dia podermos dedicar-nos a este projeto a tempo inteiro, recebendo por isso. Mas esse dia ainda está muito longe de acontecer. Pessoalmente adoraria criar uma base de dados inovadora que teria tudo para ombrear com o FUThead mas infelizmente falta-me principalmente o conhecimento técnico.
          Em novembro vamos tentar atualizar a parte ‘social’ do site. Que mais sugestões têm para que possamos analisá-las e eventualmente aplicá-las ?

          • Concordo e admiro a filosofia de vocês. Minha sugestão foi apenas no sentido que houvesse uma possível contribuição voluntária, o conteúdo continuaria sendo gratuito.
            Também acho legal evitar publicidades com as quais vocês e a maioria dos leitores não concordam.
            Vou me atentar de clicar em alguns banners. Divulgar para amigos já o faço 😀

            Quanto a arrecadar fundos no estilo gratuito, explorar mais videos no youtube não poderia ser uma alternativa? Até onde sei, o youtube compensa financeiramente os autores de video de acordo com o número de visualizações. Poderia ser uma nova forma de apresentar guias e tutoriais e ainda ganhar algum dinheiro.

            Talvez tu não tenha essa percepção, mas o Silvio por morar no Brasil concorde comigo. Uma página no facebook e no twitter em português ampliaria o número de adeptos por aqui, no Brasil.
            Inglês é uma língua que boa parte da população não domina, e que a maioria tem preguiça de ler. Então, talvez, uma comunicação na lingua “nativa” conquiste ainda mais os brasileiros.

            Quantos as sugestões, as únicas que tenho no momento e já comentei em outros tópicos são:

            – Uma forma de troca de IDs entre os leitores, para que possam se desafiar no FUT ou até jogar temporadas cooperativas.
            – Alguma forma de notificação quando houve resposta em comentários.

            Por fim, parabéns pela dedicação.

          • Obrigado pelo feedback.
            Eu até faço umas boas montagens pessoais com várias ferramentas de vídeo mas leva-se muito tempo a editar videos e eu sou um pouco para o perfecionista. Além disso para o Youtube é preciso mais do que fazer bons videos. É necessário ter aquele à vontade a falar que só Brasileiro tem.
            Nós temos uma página no Facebook onde maioritariamente se fala Português, e um canal no Youtube, além do Twitter. Infelizmente o tempo que temos para geri-las é muito pouco. A prioridade vai sempre para os conteúdos do site. Seja como for tentamos sempre animar as coisas com uns torneios que a comunidade agradece, e com alguns giveaways.
            Quanto às suas sugestões não sei até que ponto conseguirmos introduzi-las mas sem dúvida que em novembro estaremos a trabalhar nelas ou em algumas coisas parecidas.
            Abraço

    • É parte da nossa paixão, então compartilhar um pouco do que a gente passou é uma coisa que nos da muito prazer. Naturalmente existem gastos que o site precisa bancar e algumas melhorias acabam não rolando porque fica dificil de tirar do bolso, mas o que a gente pode fazer, fazemos com muito bom gosto! 🙂

  16. Sensacional seu texto!!! Me veio um filme na minha mente, minha época de infância. Muitas horas de jogatina (quando tinha grana) com os amigos. Espero que conte mais histórias como essa. Abraços.

  17. Grande Silvio! Me fez voltar no ínicio da década de 90… Que saudade do Snes, Mega Drive e PS1.
    Era uma época romântica do vídeo game, se é que posso dizer assim…
    Meu primeiro jogo de futebol foi o Intrenational SuperStar Soccer e o que mais me divertiu, até hoje, foi Winning Eleven 95. Lógico que não existia Ultimate Team, deve ser porisso 🙂
    Em 92, tive meu maior desafio no mundo dos games. Uma locadora aqui no interior de MG, lançou a “promoção”: quem terminasse o jogo Kid Cameleon do Mega Drive, levaria o cartucho pra casa e mais 30 horas de jogatina na locadora. Detalhe, o jogo tinha mais de 100 fases e sem saves. Todo dia tinha que começar do zero! Depois de algumas semanas e gastar uma grana (a locador faturou alto rs) eu ganhei :-). Demorei umas dez horas pra fechar o game…

    Valeu Silvio! Obrigado por me fazer lembrar daqueles tempos.

    • Kid era um dos jogos mais dificeis da epoca, a gente fazia umas promoções com ele dentre outros jogos deste nivel de complexidade, pois mesmo que o cara ganhasse, ele já tinha pago facil o premio com as horas jogadas. 🙂

  18. Beleza de artigo Silvio. Essas casas de jogos eram muito interessantes. Aqui na minha cidade (interior de Mato Grosso do Sul) ainda tem uma em frente a uma escola. Um senhor de uns 70 anos toma conta. Não tenho ideia de como ele consegue ligar os video-game deles naquelas tv´s de tubo. Ele nem chegou ao PS2 ainda… Mas falando nisso fiquei pensando: se a clientela dos games agora é outra, por que o negócio de casa de jogos não vai pra frente? Quer dizer, agora são pessoas já resolvidas na vida, não são mais crianças dependendo da mesada dos pais. Algumas lan-houses pegaram essas ideias mas parecem que não levaram em frente. Um ambiente onde os admiradores dos games pudessem estar fisicamente, sem essa chatisse de conhecer apenas o nick de cada um. Lugares onde pudessem trocar experiências e conversa fora, além de jogar claro. Sinceramente não sei por que a ideia de negócio de casas assim não possam ser levadas em frente. Seria mais uma vez a tecnologia afastando as pessoas?
    Abraços

    • Eu adoraria ter um local como aquele para encontro da galera e bater papo de qualidade, mas é fato que isto não vingaria mais hoje em dia, afinal todo mundo está conectado, tem uma locadora em casa com seus consoles novos e jogos baratos (os que não são lançamentos claro), mas infelizmente hoje em dia é cada um no seu quadrado…

      • O que talvez desse certo hoje em dia é uma locadora (talvez mais para jogar no local que alugar jogos mesmo) de videogames antigos.
        Aqui em Porto Alegre (e acredito que no país todo) jogar Super Nintendo virou moda outra vez. Tenho vários amigos que compraram um console e alguns jogos para jogar com amigos.
        Talvez um local para jogar esses jogos pudesse ter uma clientela interessante.

    • O que vocês chamam de locadora deve ser o que em Portugal se chama casa de jogos ou salão de jogos.
      Existia um jogo no salão de jogos no bairro onde vivia (na Graça em Lisboa) que tinha, se não me engano, o virtual striker da Sega. Era habitual que estando a jogar aparecer alguém que nos desafiava, o desafio era geralmente aceite por todos. Depois quem vencesse a partida ficava na máquina e quem perdia dava lugar a outro que aguardava vez, o que sigificava também que tinhas público a assistir.
      Fiz alguns amigos nesses momentos.

      P.s. Afinal andam por aqui alguns “dinossauros”

      • Salão de jogos não temos correspondente aqui no Brasil, e casa de jogos aqui é para jogos tipo Bingo, cartas, coisas assim. Locadora e sala de jogos é o nome que adotamos aqui, locadora porque loca/aluga cartuchos (ou alugava no caso). No fim, mesmo tendo a sala de jogos todo mundo se referia ao local apenas como locadora já que na epoca quase todas contavam com os dois serviços. Grande abraço meu amigo!

          • Eu também tive alguma dificuldade em fazer a comparação porque, que eu saiba, alugar jogos foi quase sempre ilegal em Portugal. Pelo menos durante boa parte do tempo as que eu conhecia faziam isso às escondidas.

          • Rodrigo, aqui no Brasil casas de jogos ou locadoras como dizemos é no sentido de que podemos alugar o tempo disponivel nos consoles.. isso era uma febre nos anos 90, muito porque o poder aquisitivo não era tão grande e também porque as famílias tinham outras prioridades. Aquele videogame da moda só tinha quem era bem de vida e nos restava a opção de alugar o tempo nas casas..o crescimento e a popularização dos games foi modificando esse mercado, e hoje o videogame está presente em todos os cantos, sejam eles fixos ou portáteis. O novo perfil das familias, sempre conectadas, globalização, redução das distancias, entretenimento…nossa!! Que geração é essa que muitos de nós presenciamos!! Nos anos 2000, aqui no Brasil popularizou-se também as famosas lan houses, que tinham o mesmo conceito das casas de jogos ou locadoras, ou seja, alugar o tempo, só que nesse caso para um PC, que vc decidia se navegava na internet ou jogava jogos propriamente ditos…Ainda existem, mas com a expansão da internet nas casas das famílias, virou o mesmo exemplo dos consoles…

          • OK. Agora sim, estou totalmente esclarecido. Em Portugal havia (e há ainda) casas de jogos mas com máquinas tipo arcade. Jogar as novidades das ‘consolas’ também havia mas era raro. Julgo que não era legal.
            Que saudades dos velhos tempos. No ZX Spectrum era só ter um gravador de cassetes com dois decks. 🙂

  19. Saudades e mais saudades, Silvio!!! Excelente artigo e brilhante e fantástica história. Parabéns novamente, e agora podemos ter os nossos sábados preenchidos por seus maravilhosos artigos e memoráveis histórias.
    Isso me remeteu ao meu passado, ainda na década de 1980, quando jogava “pinball” ou melhor pliperama, e era viciado em “Space Invaders” da Taito, máquina que foi a avô dos jogos de vídeogame atuais. Os cartuchos do Atari e do Mega Drive eram detonados e acabavam ficando apenas a “placa de vídeo” que insistentemente encaixávamos no aparelho de vídeogame (ainda não existia a palavra “console”, ou melhor, seu significado era outro bem diferente).
    Tempos bons, onde geralmente tudo “ainda” era resolvido na “pancada” ou seja, “no braço” como falávamos na época. Aí vinha a polícia e descia o “cacetete”.
    Nessa época meu vício era tanto que ficava horas jogando nas máquinas da Taito (Space Invaders) no centro de São Paulo, já que com 15 anos era office-boy e conhecia todas as ruas e pontos importantes.
    Em 1990, nasceu meu filho e a nova geração de “games” começa a tomar forma e a se espalhar pelo mundo, mas é na virada do século que essa febre se torna “realidade” com a globalização da internet e a facilidade de acesso à rede mundial, os jogos se tornam um verdadeiro “negócio da china” e uma “máquina de fazer dinheiro”, vide a EA e outras empresas sucessoras da Taito.
    Em 2005, meu filho já com 15 anos participava desses torneios em locadoras e alguns torneios “oficiais”, e eu logicamente o acompanhava, daí meu vício em acompanhar a evolução dos jogos eletrônicos.
    Em 2010, após o infarto e aposentadoria, comecei a dedicar muito mais tempo aos jogos de vídeogame, e hoje viciado em Fifa e Ultimate Team (antes jogava PES), meu filho me apresentou ao Fifa em 2013.

    Porém, esse Fifa 16 na sua versão Ultimate Team continua sendo um parto para ser jogado. No meu caso:
    – Sou brasileiro
    – Plataforma PS3
    – Provedor NET 10Mega
    – Conexão via cabo Ethernet

    Desde o dia 21/09/2015 quando baixei a mídia digital não consigo jogar o Ultimate Team na Temporadas off e on-line, e os Torneios off e on-line dá aquela maldita mensagem “Erro de conexão… blá…blá…blá…”

    Vasculhei o site da EA, o site de de vocês fifaUteam, realizei todos os procedimentos inimagináveis e possíveis, abri o modem e as portas, abri o prompt do computador, fixei IP, realizei o tracert, encontrei o melhor MTU, encontrei os melhores DNS’s, troquei o DNS para o DNS do google 8.8.8.8 e 8.8.4.4, habilitei o UPnP no PS3, configurei o PS3 para “manual” e depois para “personalizado” e depois para “fácil”, desliguei o MODEM o PS3 e o computador por 10 minutos, finalmente liguei na operadora da NET e troquei de Modem (o atual é Sagemcom F@ast 3284 HP NET).
    Resultado consegui “finalmente” jogar meu 2º jogo pela Temporada off-line e finalizar a Tarefa do Manager. De quebra ou sei lá o que aconteceu, me foram devolvidos as moedas da EASF para comprar os itens do catálogo, podendo finalmente comprar “novamente” todos os jogadores por empréstimo e aumentar a lista de transferências para 100 itens. Sensacional!!! Mas NÃO!!! Depois, disso novamente não consigo realizar a 3º partida da Temporadas e do Torneio, ficando novamente preso apenas no Desafio da Semana.

    Por isso, humildemente imploro Silvio, ou para alguém da comunidade que me ajudem por favor a encontrar uma “solução” para poder jogar Ultimate Team no Fifa 16.

    Abraços Silvio e a todos do fifaUteam e a comunidade

      • Obrigado Blue Scorpion pela idéia, inclusive essa será a última e talvez única solução. Abraços

        • Eu tinha um vídeo game Atari e também jogava space invaders Mário. E eu jogava também um jogo de corrida e esse jogo só pegava se jogasse álcool dentro do cartucho, ou seja o piloto só aceitava correr alcoolizado. rsrsrs

          • Sem contar os cartuchos que você tinha de tirar e colocar dez vezes para que ele funcionasse, dai ninguem podia tocar no videogame porque parava de funcionar. Era um tempo doido…

        • Mário, sua situação está pior que a minha cara INCRÍVEL. Eu quase não consigo jogar on line. Fiz quase tudo o que vc fez para melhorar a internet, várias configurações de rede, mas infelizmente só consegui jogar 18 partidas on line em quase 1 mês de jogo, insistindo muuuito.
          O pior é que o Blue Scorpion tem razão, o problema é com a Sony, no Xbox os problemas de conexão são muito menores, isso dito pelos técnicos da EA quando liguei para lá.
          Não vou comprar um Xbox, por enquanto, mas vou pedir o reembolso dos 270 reais que paguei por essa porcaria de jogo. Hoje liguei para a Sony, mas como a espera foi enorme tive que sair e não terminei o atendimento.
          Acho que é uma boa ideia vender o Ps4 e comprar um Xbox, depois que eu conseguir a devolução do dinheiro do jogo, afinal no Fifa 15 também passava muita raiva por causa dos lags.
          O servidor da Sony é um LIXÃO.

      • Nem isto é suficiente, afinal tenho um e seguido tenho problemas tambem de conexão, e olha que jogo diversos outros jogos, nenhum da qualquer problema ou lag, só o fifa. Engraçado é que jogando agora fifa15 não tenho tido mais problemas de desconexão nele, talvez tenha algo relacionado com a quantidade de gente jogando… quem sabe.

    • Mario, tu tentou de tudo e provavelmente tenha tentado ou algo do que fez já englobe o que vou lhe dizer. Mas e o firewall do windows?
      Esse erro de conexão sempre é estranho, normalmente acontece, mas as vezes funciona pelo menos.

      • Obrigado Cícero, já entrei no modo segurança do firewall do windows, habilitei e desabilitei os IPv4 e IPv6, testei… e testei… e testei… centenas de vezes, provavelmente a cada alteração MTU, DMZ, DHCP, cmd, ping, tracert, IP estático, configuração de DNS, DNS do google (8.8.8.8/8.8.4.4), limpeza de cash e mais algumas tentativas de desligar o modem da NET que já vem com roteador embutido (talvez esse seja o problema) NÃO RESOLVE.
        Já relatei que na semana passada decidi ligar para a NET trocar o modem antigo que tinha apenas duas saídas e estava ligado em um roteador D-Link DIR 600 (pessoal) e ao trocarem o modem para o Sagemcom F@ast 3284U HP NET com roteador embutido e desligarem o roteador D-Link, consegui finalmente jogar a minha 1º partida no Temporadas e concluir as Tarefas do Manager, e de quebra ainda, sei lá como, reapareceram do nada as moedas da EASF e consegui recomprar todos os jogadores por empréstimo (estou no nível 67) e comprar outros iténs do catálogo da EASF, como o aumento dos itens de transferências para 100 itens.
        Porém, felicidade de pobre dura pouco, no 2º jogo das Temporadas o off-line pareceu de novo “Erro de conexão…” Ou seja, o problrma continua.
        Até o Fifa 15 eu jogava na perfeição, apesar dos bugs, lags, script’s, roubalheira da EA e etc…
        Como eu tenho 4 contas vinculadas a mesma senha da conta principal (Brasileira, Americana, Japonesa, Européia). Tirando a conta principal (Brasileira) nas outras contas não acontece esse Erro de conexão…

        Obrigado e Abraços

  20. Senti tanta emoção ao zerar Sonic e Alex kid in miracle world no master system, poucos jogos chegaram a dar emoção pararecida tomb raider, residente (até o 3, embora tenha jogado todos) internacional super star soccer e Ronaldinho campeonato brasileiro 98 eram os melhores! E na época as equipes brasileiras eram maioria! Iooooou perigo… Aborrrrpaaa… Escanteio…. Banziro… Grande jogadaaaa…. Hahaha isso sim eram epocas de ouro! Ahhh sim tinham as regras em campeonatos com nao vale gol do meio campo nem gol olímpico kkkkk bugs do jogo né! Abraço Silvio belo artigo e parabéns de um fã e leitor assíduo de seus artigos!

    • Era lotado de bugs e nem tinha choradeira. Na verdade todo mundo procurava explorar os bugs ficavamos tentando cavar escanteio porque sabia que era meio gol. Era primitivo mas era bom! 🙂

  21. Muito legal! Parabéns, Silvio!
    Nessa época das antigas lembro q meu sonho de consumo era ter um neo geo com seu controle arcade e poder ficar jogando super sidekick! Hahaha…

  22. Que bela leitura matinal de sábado.
    Sinto sempre uma certa nostalgia de pensar na megadrive e nas noitadas com amigos, que por vezes acabavam em “zangas” porque o adversário estava mesmo ao teu lado.
    Costumo dizer que sou do tempo do subbuteo é pior ainda do Match Day (spectrum).
    Venham mais destas Silvio.
    Um abraço

  23. Gostei muito Silvio ja estava com saudade de ler suas crônicas. Voltei agora a epoca das salas de jogos como era bom, tanto em jogar depois da escola com os amigos como conseguir aquele lançamento estar disponivel para ser locado e passarmos horas no final de semana jogando.

    Nao que os games e jogos de hoje não sejam bons mas acho que minha lembrança ao “zerar” Altered Beast no Mega drive e o Black Belts no Master System é muito mais marcante que qualquer Gta ou Fifa que ja joguei. Não sei se foi devido a minha pouca idade e com poucos recursos financeiros então tudo que temos damos muito mais valor mas acho que me divertia mais naquela época do que hoje com os super jogos !!

    • Lembro quando comprei o altered do Mega e tinha o do master também na locadora, ai ligamos os dois e iamos jogando simultaneamente para ir vendo as diferenças de gráfico (que nem eram tanta assim na época) mas que achavamos o máximo! hehehe. Abraço Aldeman!

    • Hehehe, tinha certeza que perguntariam, só não achei que seria tão rápido. Nós jogamos muitas partidas pois ele me visitou algumas vezes mais, ganhei algumas, ele ganhou outras, mas na primeira que jogamos naquele dia a vitória foi minha. Ele reclamou que dei um controle defeituoso para ele, pode ter acontecido, controles estragam as vezes, sabe como é… 🙂

  24. Eu queria ser o primeiro a felicitar o Silvio.
    Eu pedi-lhe o favor de escrever uma das suas histórias, como só ele o sabe fazer. E ele assim o fez. Obrigado por me fazeres viajar no tempo, mesmo que isso implique eu ter arranjado alguns inimigos que aguardavam mais dicas para aumentarem a sua quantidade de moedas. Aproveitem e deixem a vossa imaginação acompanhar este belo texto.
    Parabéns!

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