Toda a História de FIFA Ultimate Team

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Toda a História de FIFA Ultimate Team

 
 

Muita gente que por aqui passa pede-nos a opinião sobre determinado assunto do jogo. Confiam sobretudo na nossa experiência, tão vasta quanto a longevidade deste modo de jogo. Nove edições diferentes de Ultimate Team passaram diante dos nossos olhos, e com todas elas aprendemos muito. Talvez já seja hora de também você conhecer a história de FIFA Ultimate Team.

 
 
Acesso Rápido
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O Início da História de FIFA Ultimate Team

Como tudo começou
 

Você se lembra de a EA Sports ter os direitos de exploração da imagem da Liga dos Campeões? Se não sabe quem é o Cafú ou a Mulan, é provável que não se lembre. Aconteceu há quase uma década e durou apenas dois anos. Foi tempo suficiente para um primeiro esboço daquilo que viria a ser o modo de jogo mais famoso da história da franquia FIFA. Foi com o ‘UEFA Champions League 2006–2007‘ que nasceu Ultimate Team. Já nesta altura se chamava assim. É também desse tempo o favorecimento aos jogadores das consolas Microsoft. Apenas os proprietários de uma XBox 360 podiam testemunhar essa experiência da EA. Afinal de contas não passou disso mesmo: um teste. Os resultados não foram os esperados e a ideia foi abortada. Mas não para sempre.

A 19 de março de 2009, o Ultimate Team regressou. Para a esmagadora maioria era algo novo. Na realidade, as diferenças eram muitas pelo que estávamos mais perto de um nascimento do que de uma segunda vida. O crescente mercado de venda de itens de jogo e a necessidade de FIFA se inovar para se diferenciar da eterna concorrência, precipitou os acontecimentos. O potencial estava lá, bastava saber explorá-lo. Afinal de contas quem é que resiste à tentação de um jogo que alia um simulador com a sua paixão pelo futebol ? Não havia como falhar. Definiram-se as regras, afinou-se a mecânica de jogo e deu-se vida a Ultimate Team.

 

Toda a História de FIFA Ultimate Team

 

 
 

FUT 09

A história de FIFA Ultimate Team – Março de 2009 a Setembro de 2009
 

A EA Sports sabia que tinha entre mãos um diamante por lapidar mas era necessário fazer as coisas de um modo sustentado. Não foi por isso de estranhar que o lançamento de Ultimate Team em FIFA 09 fosse feito através de um DLC (downloadable content) pago. Quem quisesse ser um jogador fundador, título que a editora atribuiu aos primeiros jogadores como forma de agradecimento, teria de pagar. O valor não excedia os dez dólares, algo que convenceu cerca de um milhão de jogadores a experimentar o novo e prometedor modo de jogo. Foi um número muito considerável de registos, tendo em conta que FIFA 09 caminhava para o fim. As expetativas foram tão largamente superadas que a estreia de Ultimate Team ficou mesmo marcada por algo que se viria a repetir ao longo de toda a sua história: os servidores não aguentaram a afluência de jogadores e o jogo crashou. Como vê, há coisas que nunca mudam.

Se pensa que o jogo era muito diferente do que ele é hoje, então está muito enganado. Já havia química, fitness, cartas de treino, contratos, estádios, categorias de jogadores, moeda e muito daquilo que você hoje ainda tem no jogo. Podia construir as suas equipas de sonho à custa das famosas transações no mercado ou através da compra de um dos três pacotes existentes: ouro, prata ou bronze. Não haviam torneios ou épocas, mas já podia jogar offline ou online. As bases do Ultimate Team são as mesmas. Apenas se foram adicionando novas funcionalidades e fazendo pequenas afinações.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team à comunidade de jogadores de FIFA


 
 

FUT 10

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2009 a Setembro de 2010
 

A segunda versão de Ultimate Team não foi lançada de raíz com o jogo. Anunciada em dezembro de 2010 e apenas disponibilizada, através de um DLC, dois meses depois, continuou a ser um exclusivo para as plataformas Playstation 3 e XBox 360. A lealdade dos fundadores foi premiada com dois pacotes de ouro, algo que se viria a repetir ano após ano.

FIFA 10 trouxe algumas novidades a Ultimate Team que visaram torná-lo mais atrativo. A começar pelo preço, reduzido a metade. A loja passou também a contar com pacotes premium, com o triplo das cartas raras, e diversificaram-se os modos de jogar através da introdução dos torneios. FUT 10 sofreu muitas outras pequenas alterações, fruto da análise que a editora fez da versão do ano anterior. Um bom exemplo disso tem a ver com o que acontecia aos jogadores que ficavam sem contratos. Na primeira versão, a carta tinha de ser descartada, o que não fazia muito sentido. Em FUT 10, o jogador podia continuar a ser utilizado se lhe fosse aplicada uma carta de contrato. Foi também nesta versão que o Ultimate Team perdeu um pouco a imagem que tinha associada às cadernetas de cromos. Passou a ser possível armazenar um ilimitado número de jogadores, staff, equipamentos, emblemas e estádios e foi criada a famosa seção ‘watch list‘, que permitia o fácil rastreio das cartas nas quais fosse mostrado interesse.

Porém, não foram estas as maiores novidades do jogo. Para FUT 10 estava reservado algo que iria mudar o jogo para sempre: as cartas Em Forma. Foi neste ano que foram lançadas as primeiras equipas da semana. Elas tiveram o dom de tornar o jogo dinâmico, estreitando a distância entre o futebol real e virtual, e aumentaram as possibilidades de melhoramento das equipas tornando assim o jogo interessante ao longo de toda a época.

A mais surpreendente inovação foi no entanto outra. A FUT Web App foi muito bem recebida na altura e fez aumentar exponencialmente o número de transações no mercado de transferências pois graças a ela Ultimate Team deixava de ser um jogo de consola. Em qualquer lado onde houvesse um PC, era possível melhorar a nossa equipa.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 10


 
 

FUT 11

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2010 a Setembro de 2011
 

Após dois meios anos de testes, a EA tomou a decisão mais inteligente da história de FIFA Ultimate Team. Pelo menos para os seus bolsos. Percebeu que ao tornar o jogo gratuito conseguiria atrair muitos mais fãs, muitos deles consumidores de pacotes. Foi isso que aconteceu. O jogo foi disponibilizado novamente através de um ficheiro descarregável mas muito mais cedo do que nos anos anteriores. Afinal de contas, quanto mais cedo fosse lançado, mais pacotes se vendiam. Novembro de 2010 marcou o início dessa aposta coroada de sucesso. O número de jogadores triplicou e as receitas acompanharam o seu crescimento. Era o fim de uma era de culto de Ultimate Team. Todos podiam agora formar as suas equipas de sonho que passavam muitas vezes por incluir um imparável Messi na ala direita (primeiro jogador a atingir quatro cartas TOTW) ou por uma máquina de golos formada pela dupla Drogba e Wayne Rooney.

O realismo dado ao jogo no ano anterior com as cartas TOTW, agora diferenciadas das correspondentes NIF pela sua cor preta, prosseguiu em FUT 11 com a atualização das cartas dos jogadores transferidos para outros clubes, nos mesmos moldes em que ainda hoje acontece. Deste modo multiplicavam-se as combinações de equipas possíveis, prendendo os jogadores a Ultimate Team por mais alguns meses.

Mas para quê montar equipas de sonho se depois não dava para mostrá-las aos amigos ? A EA Sports respondeu a esta pergunta com duas novidades. A primeira, alargando os modos de jogar aos desafios com os amigos. Pela primeira vez na história de FIFA Ultimate Team, você podia escolher contra quem queria jogar online. Se dúvidas houvessem sobre o valor das equipas, o novíssimo Leaderboards desfazia-as. Foi a maneira encontrada pela EA para espicaçar alguns jogadores que levavam o seu orgulho muito a sério e ao mesmo tempo para dar alguma transparência ao jogo.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 11


 
 

FUT 12

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2011 a Setembro de 2012
 

2011 marcou a história de FIFA Ultimate Team. Foi nesse ano que ele se afirmou definitivamente. Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, desta vez foi lançado logo de início, integrado no próprio disco de FIFA 12. Pela primeira vez, não era necessário descarregar um ficheiro para ter acesso a Ultimate Team. Ele passava a pertencer ao jogo, a fazer parte dele. Este foi um importante passo para que muitos novos jogadores o experimentassem. Mas a EA Sports queria mais. Alargou o Ultimate Team à plataforma PC, atingindo assim os 6,7 milhões de jogadores em todo o mundo.

Uma das chaves para o sucesso esteve na visão que a EA Sports teve em saber como viciar a sua audiência. Perceberam que os jogadores de Ultimate Team não eram jogadores normais. Eles procuravam aliar os seus conhecimentos e paixão pelo futebol real ao jogo. Foi por isso que a editora decidiu introduzir novas cartas Em Forma. E não foram poucas. Foram muitas. Primeiro foram as cartas TOTY, azuis, que destacavam os melhores jogadores do ano. Depois foram as cartas TOTS, também azuis, dedicadas aos melhores da época. Saíram seis. Dividiram a Europa em Norte e Sul, deram duas aos mais consistentes e atribuíram as outras duas às ligas de Espanha e de Inglaterra. Pouco depois surgiram as laranja. Messi que até já tinha ganho uma destas cartas MOTM, foi ainda presenteado com a melhor carta da história de FIFA Ultimate Team. Mais uma vez azul, mas com stats imbatíveis. Afinal, para fins solidários vale tudo. FUT precisava de ainda mais cor, e antes de chegar FIFA 13 estreou-se outro tipo de cartas: as iMOTM. O Euro 2012 apadrinhou a sua estreia, naquela que viria a ser uma vida conturbada. Passaram de roxas a verdes e em FIFA 15 como que desapareceram. Quem surgiu pela primeira vez foram as famosas cartas UP, conferindo ao jogo uma atualidade com o mundo real.

Com tantas cartas novas, o jogo tornou-se ainda mais complexo. Como admitiu o próprio produtor Marcel Kuhn, “toda a gente sabe sobre o que trata o modo carreira mas explicar Ultimate Team numa frase é quase impossível“. Foi a altura ideal para surgirem websites especializados no assunto, como o nosso FIFAUTeam ou a popular base de dados FUTHead, que embora na altura já existisse tomou uma aparência muito mais profissional durante o período de vida de FUT 12. Foi também neste ano que passou a ser possível participar em mais do que um torneio ao mesmo tempo e receber notificações instantâneas sobre o resultado de um leilão em particular.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 12


 
 

FUT 13

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2012 a Setembro de 2013
 

O início de FUT 13 aconteceu na Web App alguns dias antes do jogo chegar às prateleiras das lojas. E não podia ter sido de pior forma. A história de FIFA Ultimate Team ficará para sempre marcada por este momento. Uma falha de segurança permitiu que fosse possível adquirir moedas de modo ilimitado. A economia do jogo estava comprometida e a EA Sports mostrava verdadeiramente pela primeira vez que não era suficientemente competente para blindar o jogo a batotas. Posteriormente, situações deste tipo viriam a repetir-se várias vezes debilitando a imagem de um jogo que, até à altura, se aproximava da perfeição.

Apesar de tudo, 2012 até foi um bom ano para Ultimate Team. A introdução do modo épocas, repartido por cinco divisões, captou jogadores que até à altura preferiam jogar o modo Seasons. Órfã de torneios e de jogos um para um, a comunidade acolheu com muita satisfação esta novidade responsável pelo aumento da competitividade do jogo e pelo crescimento do número de jogadores até aos 11 milhões. Captar mais público continuava a ser a palavra de ordem nos corredores dos escritórios da gigante norte-americana. Aumentou-se a publicidade do modo de jogo, através por exemplo do lançamento das cartas de jogadores profissionais, criaram-se tutoriais dentro do mesmo e premiou-se com pacotes de ouro a aprendizagem das recém-criadas Tarefas do Manager. Ultimate Team não parava de crescer.

Mais público era sinónimo de mais pacotes vendidos e consequentemente de mais lucro. Era preciso tornar a compra de pacotes ainda mais fácil e a EA provava que, pelo menos neste aspeto, não estava distraída: substituiu os antigos métodos de pagamento pelos muito mais cómodos FIFA Points. Era o fim de uma era. E dos Bid Tokens, também.

A palavra globalização ganhou um novo sentido em FUT 13. Já era possível gerir uma equipa no PC, através da Web App, mas agora passava a ser possível fazê-lo também num dispositivo móvel. Ultimate Team podia ser jogado literalmente em qualquer lado. Primeiro foi a vez dos equipamentos com iOS. Depois dos dispositivos com Android. E um ano mais tarde, finalmente, FUT chegou ao Windows Phone.

A história de FIFA Ultimate Team é feita de grandes inovações mas também de contínuos melhoramentos anuais. Foi em FIFA 13 que, por exemplo, passou a ser possível defrontar a equipa da semana ou resgatar itens do catálogo da EAS FC. Os menus intuitivos e modernos vieram também para ficar.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 13


 
 

FUT 14

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2013 a Setembro de 2014
 

2013 viu nascer as consolas de nova geração. E com elas um acordo entre a EA Sports e a Microsoft que dava aos jogadores com XBox a possibilidade de jogarem, em exclusivo, com alguns dos melhores futebolistas da história. Se tivessem moedas para isso, claro. Caso contrário podiam sempre vê-los no papel de adversários. As lendas foram muito bem aceites pela comunidade, de tal modo que não se perspetiva o fim deste acordo para breve. Os jogadores das outras plataformas terão de esperar. Ou comprar uma XBox.

O outro grande anúncio para FUT 14 foi batizado de ‘Estilos de Química‘. Efeito placebo ou não, os jogadores passaram a poder definir quais os atributos bonificados pela química. Esta novidade foi muito popular na altura mas à medida que os anos passam promete vir a ter tanta importância como a escolha do capitão da equipa. Ou seja, virtualmente zero.

FUT 14 ganhou nas possibilidades de personalização, com a definição dos números das camisolas e dos marcadores dos lances de bola parada, mas também na diversidade dos modos de jogo: os Online Single Match regressaram e as épocas foram alargadas a 10 divisões. Ou seja, vencer a primeira divisão passou a ser um feito aparentemente mais merecedor de comemoração.

Como reflexo da sua maturidade, este foi o ano em que menos alterações significativas foram introduzidas no jogo. Cumprindo a velha máxima de que em equipa que ganha não se mexe, a produtora cingiu-se sobretudo a pequenos ajustes. Redesenhou o cálculo da química, criou as cartas de ligas do manager, melhorou os filtros de pesquisa permitindo a procura diretamente pelo nome do jogador e reformulou as regras dos upgrades para jogadores com cartas Em Forma. Mais importante ainda: aboliu as cartas de táticas e a moral dos jogadores. O jogo ficou mais clean e a comunidade agradeceu. Já eram mais de 20 milhões.

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 14


 
 

FUT 15

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2014 a Setembro de 2015
 

A crescente popularidade de Ultimate Team foi fortemente abalada em FIFA 15 por uma pseudo-guerra entre a produtora e os vendedores de moedas e de autobuyers. Os efeitos colaterais, esses sobraram para o consumidor. A Web App e a Companion App encerraram portas antes que meia época estivesse sequer cumprida. Já o mercado ficou irremediavelmente afetado por uma inflação nunca antes vista e pela introdução dos Price Ranges, que mais não fizeram do que extinguir muitas das melhores cartas. Quando se descobriu nova falha de segurança, muitos vaticinaram a morte deste modo de jogo mas FUT ainda está para durar.

O empréstimo de jogadores, através do catálogo da EAS FC, foi uma das novidades de FIFA 15. Toda a gente pôde experimentar jogar por cinco jogos com as maiores estrelas da história do futebol, como Pelé, Messi e… Sturridge. A quantidade de jogadores com qualidade aumentou significativamente, não só devido às novas lendas que se juntaram às anteriores mas também como resultado dos constantes lançamentos de cartas Em Forma. Nunca na história de Ultimate Team tinham sido lançadas tantas Happy Hours e cartas coloridas. Tantas que até conseguiram inventar novos tipos de cartas IF: os Heróis e os FUTTIES. A adição destas cartas roxas deixou transparecer uma clara e preocupante falta de ideias. É importante que o caminho de Ultimate Team continue a ser traçado por passadas firmes e seguras e não por sucessivas experiências. Quanto às rosa, só o tempo dirá se foram uma boa aposta ou não.

Foi em FIFA 15 que o atributo cabeceamento foi substituído pelo físico e que se introduziram as épocas amigáveis. Jogar com os amigos passou a ser mais agradável e desafiante, graças à implementação de um histórico dos confrontos entre ambos. Para quem estava habituado a projetar equipas em squad builders, a EA Sports ofereceu uma alternativa: os Concept Squads. Diretamente a partir do jogo, passou a ser possível construir a equipa de sonho mesmo que não tenhamos moedas para comprá-la. Copiar, partilhar e gostar de outras equipas que não as nossas foi uma das novas funcionalidades menos notadas pela comunidade. Mais visíveis foram as novas instruções aos jogadores que prometeram muito mas que cumpriram pouco. Afinal de contas, para que serve algo que não pode ser salvo ?

 

Vídeo de apresentação do modo Ultimate Team em FIFA 15

 
 

 
 

FUT 16

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2015 a Setembro de 2016
 

FIFA 16 foi o ano em que a Electronic Arts decidiu afinar algumas das coisas que não estavam bem. Sim, apenas algumas pois os servidores mantiveram-se a funcionar de um modo sofrível e as táticas rápidas continuaram a não poder ser salvas. Com a experiência adquirida no ano anterior, os price ranges voltaram a ser implementados mas desta vez com um espetro mais largo que permitisse que ainda assim o mercado fosse funcionando. Por outro lado, o combate às trapaças e aos vendedores de moedas teve um desenvolvimento muito original: em vez de se resolverem os problemas de raíz, colocaram-se todos os males nas três plataformas ‘pobres’ e dividiu-se o mercado em cinco, para que não houvesse contágio entre as super protegidas PS4 e XBox One, e as restantes.

Em novidades propriamente ditas, FUT 16 deixou muito a desejar. Muita cosmética e poucas funcionalidades. Tal como todos os anos, foi alterado o layout das cartas, atualizada a animação de abertura de pacotes e adicionadas mais algumas lendas. Mais algumas lendas e o Alexi Lalas. Passou também a ser possível filtrar no mercado de transferências por cartas IF, o que nem nos daríamos ao trabalho de aqui escrever se não tivessem existido tão poucas inovações. Nem mesmo nas inúmeras novas cartas que costumam ser lançadas a EA foi criativa. Criou as pouco populares Classic International Heroes, uma espécie de lendas para agradar a um nicho de jogadores demasiado jovem para saber quem foi o Ruud Gullit, e uma muito tímida Team of the Group Stage da Champions League.

A grande aposta do ano acabou por ser o modo de jogo FUT Draft. Nele, os jogadores testam as suas habilidades de montagem de um elenco, escolhendo as melhores opções para cada posição entre cinco jogadores aleatórios e desafiando oponentes em séries de até quatro partidas. A boa recetividade que a comunidade demonstrou, parece ter indicado o rumo a seguir nos anos seguintes: criar novos modos de jogo que fixem os jogadores ao Ultimate Team, aproximando-o da complexidade e da diversidade dos Ultimate Team das outras franquias da EA. Ironicamente, o sucesso do modo FUT Draft, reconhecido como o sucesso do ano, era baseado na super complexa mecânica da química. Tão complexa que basicamente não funcionava. Foi isso que se descobriu na segunda metade da época, naquilo que acabou por ficar conhecido como a Chemgate. Aquilo que tornou este glitch no maior da história de FIFA Ultimate Team foi o facto de ele ser transversal a todas as edições anteriores do jogo. Os estilos de química não passavam de meros efeitos placebo e em muitos casos as cartas NIF eram melhores que as correspondentes IF, lesando milhões de jogadores que investiram o seu dinheiro em busca de melhores cartas. Como é que tudo isto foi resolvido? Fez-se silêncio, saiu FIFA 17 e mais ninguém se lembrou.

 

Vídeo de apresentação do modo FUT Draft em FIFA 16 Ultimate Team

 
 

 
 

FUT 17

A história de FIFA Ultimate Team – Setembro de 2016 a Setembro de 2017
 

A promoção do vigésimo quarto título da série foi feita sobretudo em torno da estreia do modo história, batizado de ‘A Jornada’. Porém, foi no Ultimate Team que foram implementadas as novidades mais do agrado da comunidade. A aceitação dos modos FUT Champions e Squad Building Challenges foi de tal modo boa que superou as próprias expetativas da Electronic Arts. A primeira assume-se como um investimento muito forte no sentido de elevar o jogo à categoria de eSport, numa altura em que a competição profissional no mundo dos videojogos está em franco desenvolvimento. Os torneios temáticos deram lugar às eliminatórias de qualificação para as Weekend League e os melhores jogadores de fim de semana apuraram-se para torneios presenciais cujos vencedores ganham o direito de participar na FIWC e conquistar consideráveis prémios monetários. Já os Desafios de Montagem de Elenco, em que os jogadores são convidados a submeter equipas de acordo com uma série de requisitos específicos, vieram preencher um vazio que existia relativamente a modos de jogo vocacionados para os jogadores com um perfil mais hard core. Além disso, animaram um mercado de transferências que nos anos anteriores parecia previsível e pouco concorrido.

FIFA 17 fica também marcado por ter sido o ano em que mais novos tipos de cartas foram criados. Entre o lançamento das Ultimate Scream, que oferecem upgrades temporários, e as do dia de Independência dos Estados Unidos da América, foram lançadas as Movember, Group Stage, POTM, POTY, três variantes da MOTM, FUT Champions, Squad Building Challenge e até uma de Alex Hunter que transita do modo história e que ninguém quer usar. Ou seja, foram mais as cartas que fizeram a sua primeira aparição neste ano do que as que tinham sido lançadas nas oito edições anteriores. De fora desta contabilidade deixamos as Ones to Watch, cartas pretas atribuídas a duas seleções de jogadores cujas caraterísticas são em cada momento iguais às das suas melhores cartas TOTW.

Ultimate Team ganhou novo fôlego com FIFA 17 e com os modos de jogo introduzidos no mesmo. Nunca o mercado foi tão complexo e o jogo tão competitivo. Além disso, cada ocasião é transformada pela EA num evento para venda de pacotes. Parece que a gigante norte-americana encontrou a fórmula para o sucesso…

 


Vídeos de apresentação dos modos FUT Champions e Squad Building Challenges em FIFA 17 Ultimate Team

 
 

Se quiser matar algumas saudades das edições anteriores de Ultimate Team, recomendamos que assista ao seguinte vídeo:

 

 
 

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20 Comentários em "Toda a História de FIFA Ultimate Team"

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Caio Revolta
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Que artigo sensacional, Rodrigo. Mais uma repetida vez, parabéns. Nem a EA conseguiria fazer uma retrospectiva tão completa.
Porém, noto ao fundo, um teor de mágoa para com o jogo. Mas quem não tem? Eu jogo Fifa desde 1994 e Fut desde 2010. Tenho a clara ideia que o jogo progrediu em termos de diversão de 2010 à 2013. Neste ano, parece ter alcançado o pico de uma montanha russa e à partir de então e até hoje, a queda ainda está ocorrendo. Concordo que as novidades de Fifa 17 deram um animo a mais pro jogo. Mas pra quem, exatamente? Talvez para quem tenha tempo de ficar 10, 12 horas na frente de uma TV ao longo do dia. Pra quem quer apenas jogar, por 1 ou 2 horas por dia, temos exatamente os velhos problemas, como cartas de química que não funcionam, instruções de ataque/defesa que não funcionam, péssimos servidores, handicap apuradíssimo como nunca visto antes, etc , etc, etc.. Ah e para este 2017, ainda fomos premiados com a deliciosa proteção de bola. Que faz com que o Giovinco consiga se transformar numa parede intransponível que nenhum Boateng do mundo consiga passar. Deveriam inserir o incrível Hulk como Legend, com o inevitável slogan: “passe por cima de proteções de bola apelativas e abusivas”.
Vai realmente de mal à pior. Como já disse algumas vezes, estou esperando PES acordar pra vida e inserir alguns skills moves para que eu tome o mesmo caminho do nosso saudoso Silvio Teixeira e suma pra todo o sempre dos servidores de Fifa.
Abraço, Rodrigo e à toda a comunidade.

Rivaildo
Guest

Muito legal ler este artigo, cheguei aqui no FIFA13 pra tentar entender que negócio era aquele de Ultimate Team… e graças ao pessoal daqui o Rodrigo, o pessoal que posta, o lendário Silvio Teixeira tive muito sucesso em todos os FUT que joguei e até pude ajudar bastante gente aqui no site no passado. Infelizmente hoje não estou com tanto tempo pra vir aqui nem pra jogar, muito menos fazer trade…. mas sempre passo por aqui para rever os amigos e ler bons artigos como esse.

Grande abraço Rodrigo, e espero que possamos continuar lendo bons artigos sobre esse grande jogo por muitos FIFAs

Valeu!!

Padilhaum
Guest

Otimo texto, comecei a jogar no fifa 14 e sempre acompanho o site, aprendi tudo por aqui, ja tive oportunidade de ler esse texto outras vezes. Mas, realmente esse ano com os dme e fut champions a EA foi muito bem, eu gostei, tanto que nao iria comprar o fifa 17. So comprei no meio de outubro depois de acompanhar por aqui o feedback da comunidade, principalmente a galera que sempre participa. Apesar de alguns erros a EA acertou mais do que errou e quando aparece algum glitch estao arrumando rapido, nao a toa temos 7 updates, ao menos ate agora esta legal jogar o fifa (apesar de as vzs ser irritante) tanto nas temporadas como no fut champions.

Mario Inglese
Guest

Parabéns Rodrigo Lopes!!! Síntese perfeita da evolução do FUT e da ganância da dona EA e sua incompetência declarada de nos fornecer um simples jogo virtual de futebol sem bugs, handcaps e afins.
O Ultimate Team é um dos melhores jogos de futebol, de todos os tempos, porém poderia ser muito melhor se o produto final entregue a nós fifeiros/consumidores fosse o prometido e não esse Fifa cheio de erros e manipulações.
Mesmo assim, gostei muito do seu texto e da história muito bem contada da trajetória do nosso FUT.

Abraços e uma excelente semana a todos do fifaUteam.

Gb2017
Guest

Eu comecei no 14, então minha impressão é:
Fifa 14: Gols de Cabeça (Cabecality);
Fifa 15: Pacewhore Invasion (Deus Ibarbo)
Fifa 16: Crashed Gameplay
Fifa 17: Physical Abuse
Em todos eles: Handcap incrementado versão a versão, bug na química, script de gols aos 45′ e 90′.

Esse novo patch do fifa 17 que saiu no pc, veio para enterrar de vez um gameplay que começou otimo.

Neymar Jr
Guest

Doumbia kkkkk

Rivaildo
Guest

deus Ibarbo…. kkkkkkkk verdade

Fabiano Pires
Guest

Ficou muito bem explanado, eu mesmo que comecei no Fut 16, não conhecia isso, muito bom, parabéns!!!

Celso
Guest

Mais um belo trabalho!!! Parabéns Rodrigo

André
Guest

Sensacional Rodrigo! Eu particularmente iniciei no 12 pois antes jogava PES no xbox. Migrei para o FIFA quando comprei meu ps3 e desde então sempre jogando FUT. Não tenho dúvidas de que este site é o mais completo e de melhor conteúdo em relação à este assunto. Obrigado por nos presentear com conteúdo interessante e de qualidade. Como o amigo disse, minha visita é diária há uns bons anos também.

Anderson Lima
Guest

Espetacular essa publicação!

Minha visita é diária aqui faz pelo menos dois anos.

Parabéns Rodrigo!

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